MoV.Cidade lança revista que explora os vazios e excessos de conexões na pandemia

Fluxos de informação cada vez mais intensos em meio ao vazio da pandemia. Dos grupos multiplicados de WhatsApp à rotina dentro de casa. A saudade da rua, a espera de uma vacina. Entre os vazios e os excessos do atual momento, o MoV.Cidade traz nesta semana a segunda edição da Revista MoV.Cidade, disponível gratuitamente no link: http://bit.ly/mov-revista

Esta é a segunda edição da Revista Collab do MoV.Cidade, que, neste ano, faz um compilado de reflexões sobre a atualidade, sempre voltado para olhar e repensar a cidade de diferentes formas. Para isso, utiliza-se de diversas linguagens, como a fotografia, as artes visuais, a literatura, análises, retratos de cenas urbanas, entre outros. A veia artística está presente no conteúdo de toda a revista, a começar pela diagramação. As páginas se intercalam entre os excessos, os vazios e os respiros desde o início até a última página. A leitura atenta, aos poucos, nos conduz a uma reflexão intensa sobre a vida urbana, passando por textos sobre ocupar a cidade, até projetos de arte urbana, como os grandes murais a céu aberto do Cidade Quintal. A capa, seguindo o tema central da revista, traz uma colagem do arquiteto e artista visual Nathan Guimarães. Nela, há um contraste entre o vazio, representado pela cor branca, e o céu azul cheio de nuvens que faz fundo à imagem principal. Com diversos fragmentos de fotos de pessoas numa espécie de interferência digital, a silhueta de uma mulher negra se forma no limite entre o vazio e o céu azul. Na borda inferior da capa, um homem distante contempla a figura caótica formada.

A Revista MoV.Cidade – 2ª edição é realizada pela Caju Produções, com recursos federais da Lei Aldir Blanc, por meio do apoio da Secretaria da Cultura do Espírito Santo Curadoria A curadoria dos conteúdos da revista ficou por conta de Isabella Baltazar. Ela é escritora e doutora em Literatura pela Ufes. Jornalista por formação, possui pesquisas nas áreas do Jornalismo Literário. Atualmente estuda as teorias pós-colonial e decolonial na crítica literária. Tem envolvimento com a produção cultural e audiovisual do Espírito Santo.

Para Isabella, o maior desafio na escolha dos conteúdos foi buscar colaborações que fossem leves e agradáveis, que dialogassem com o MoV, ao mesmo tempo que não perdessem de vista os temas da atualidade e das cidades. "Focamos em ter pontos de vista plurais sobre a cidade. Assim, a diversidade entre os autores e autoras é bem marcada nesta edição. A representatividade de vozes deve ser uma constante entre todas as dimensões da vida social – e isso inclui a urbanidade e a sustentabilidade, chaves do movimento que o MoV.Cidade propõe", explicou a curadora. Isabella ressalta ainda que todos os conteúdos dialogam com a temática promovida pelo MoV.Cidade, que deve contar com um festival virtual de cinema e música nos dias 19, 20 e 21 de agosto.

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